A Historia do Jiu Jitsu, Academias, Mestres, Competidores, Resultados das Maiores Competições e as Últimas Novidades

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Fabrício Werdum é um reputado faixa preta de Jiu-Jitsu. Por 3 vezes vencedor do Campeonato Mundial e por duas vezes campeão do ADCC, é também um lutador top de MMA, na categoria de Peso Pesado, tendo lutado nas três maiores organizações de MMA (UFC, Pride e Strikeforce). Em 2010 chocou o mundo do MMA ao finalizar com um triangulo-armlock o Fedor Emilianenko no primeiro round, o Fedor era internacionalmente considerado o melhor peso pesado da história do MMA e que muitos o julgavam invencível.

Fabrício Werdum Jiu Jitsu

Nome Completo: Fabrício Werdum

Apelido: “Vai Cavalo” provávelmente devido ao tamanho de Fabrício (não confirmado).

Linhagem: Mitsuyo Maeda > Carlos Gracie > Helio Gracie > Alvaro Barreto > Sylvio Behring > Fabricio Werdum

Principais Conquistas:

  • 3x Campeão Mundial (2000 – faixa azul, 2003 e 2004 – faixa preta)
  • 2x Campeão do ADCC (2007, 2009)
  • 2x Campeão Pan-Americano (2001 – faixa roxa, peso & absoluto)

Posição/Técnica Favorita: Triangulo

Categoria de Peso: Pesadíssimo (mais de 100kg)

Academia: Winner/Behring, Chute-Boxe, Werdum Combat Team

Biografia de Fabricio Werdum

Fabrício Werdum nasceu no dia 30 de Julho de 1977 em Porto Alegre, no Sul do Brasil. Começou praticando Jiu-Jitsu na adolescência após se envolver em uma briga com o ex-namorado da sua namorada da época. O ex-namorado (que praticava JiuJitsu) estrangulou Fabrício, que não estava nada acostumado com esse tipo de ataque. Depois de perceber que tinha sido vencido pelo Jiu-Jitsu, Fabricio se juntou a academia de Marcelo Corletta, chamada Winner-Behring.

Fabrício tinha 17 anos na quando se mudou para Espanha, na Europa, com sua mãe e muitos acreditaram ser esse o fim de uma prometedora carreira, mas tal não podia estar mais longe da verdade. No começo da década de 2000 Madrid era um deserto no que respeita a locais para treinar Jiu-Jitsu e então Werdum decidiu abrir a sua própria academia, com o seu quartel-general a se localizar no famoso estádio Vicente Calderón, casa do Atlético de Madrid. Demonstrando ser um dos melhores professores de Espanha, a academia de Fabricio se expandiu e abriu filiais em Albacete e Saragoça (ambas cidades Espanholas).

Em 2002 Werdum estreou no MMA numa organização europeia chamada “Millenium Brawl”, vencendo com o seu habitual triângulo. Apesar de morar na Espanha, Werdum viajava com frequência para o Brasil para treinar e competir, regressando sempre ao time Behring, recebendo merecidamente a sua faixa preta das mãos de Sylvio Behring, irmão do saudoso Marcelo Behring.

Werdum continuou treinando Jiu-Jitsu, vencendo o Mundial por duas ocasiões na faixa preta, mas com o passar do tempo decidiu se dedicar ao MMA (artes marciais mistas) por ser uma atividade mais lucrativa. Para melhorar seu jogo em pé (a área que precisava melhorar mais) se juntou à famosa academia de Curitiba, a Chute Boxe. Uma prestigiada academia gerida por Rafael Cordeiro e Rudimar Fedrigo que produziu alguns dos melhores lutadores de Muay Thai presentes no MMA, nomes como André Amade (o Dida), Anderson Silva, Pele Landi, Wanderlei Silva, Mauricio “Shogun” Rua, Murilo “Ninja” Rua e muitos outros. Em troca das aulas que estava recebendo, ele dava aulas privadas de chão para muitos dos outros lutadores do time.

Em 2005 Fabricio Werdum foi convidado para auxiliar o lutador croata Mirko “Cro Cop” Filipovic com o seu treinamento de solo. Mirko era uma estrela do MMA no Japão e procurava o melhor lutador do mundo de lutas agarradas para o ajudar com o seu jogo de solo. Werdum aceitou e acabou abrindo outra academia, dessa vez em Zagreb na Croácia.

Fabrício teve uma série de 5 vitórias consecutivas e chegou à melhor organização de MMA do começo da década de 2000, o agora extinto Pride FC, onde lutou até que a organização desapareceu. Werdum fez então uma luta com a organização 2 Hot 2 Handle antes de assinar contrato com o UFC.

Em 2008 Fabricio abriu uma academia afiliada da Chute Boxe na sua cidade natal de Porto Alegre. Uma impressionante estrutura com 150 metros quadrados de tatame e alojamento para lutadores. Depois de um começo atribulado no UFC, perdendo na decisão para o antigo campeão Andrej Arlovski, parecia estar bem encaminhado para disputar o cinturão após vencer dois adversários de peso. Infelizmente, um percalço na luta com Junior dos Santos “Cigano” fez com que o UFC quisesse renegociar o seu contrato. Werdum não concordou com os termos propostos e foi dispensado pela organização. Não ficou desempregado por muito tempo, assinando com a Strikeforce logo de seguida.

Quando Rudimar Fedrigo e Rafael Cordeiro se separaram, também a Chute Boxe se separou. Werdum ficou do lado de Rafael Cordeiro, apesar de manter boas relações com Rudimar. Werdum mudaria seu local de treino para os Estados Unidos e abriu a sua própria academia em Marina Del Rey, California.

Com um auspicioso começo no Strikeforce, com vitórias sobre Mike Kyle e o grande António Silva, Werdum teve a oportunidade que sempre esperou, desafiando o número um do mundo dos pesados, Fedor Emilianenko. Para essa luta ele procurou desenvolver a sua capacidade atlética e força de explosão treinando com Kettlebell. Trouxe também o professor Otávio Couto para os treinos de solo, enquanto afiava seu Jiu-Jitsu com parceiros de treino como Rômulo Barral e Bruno “Mamute”. Todo esse trabalho duro deu frutos quando venceu o favorito Emilianenko, finalizando no triângulo no primeiro round. Pouco tempo depois retornou ao UFC.

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