A Historia do Jiu Jitsu, Academias, Mestres, Competidores, Resultados das Maiores Competições e as Últimas Novidades

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Marcelo Behring é amplamente considerado uma das figuras mais importantes do Jiu Jitsu da década de 1980. Graduado faixa preta por Rickson Gracie, Marcelo Behring era frequentemente elogiado por Rickson como sendo um dos seus melhores alunos, sendo também descrito pela mídia como o segundo melhor lutador do mundo (sendo Rickson o melhor) na época. O seu carisma e a sua mestria ajudaram a desenvolver o Jiu-Jitsu em São Paulo, apesar da sua sede de vida o levar a extremos, com altos e baixos, sendo o momento mais baixo o seu vício as drogas que levaram à sua morte em 1995.

Marcelo Behring Jiu Jitsu

Nome Completo: Marcelo Behring

Apelido: N/D

Linhagem: Mitsuyo Maeda > Carlos Gracie Senior > Helio Gracie > Rickson Gracie > Marcelo Behring

Main Achievements:

  • Várias vezes campeão Estadual do Rio de Janeiro de Jiu-Jitsu
  • Invicto no MMA.

Posição/Técnica Favorita: N/D

Categoria de Peso: Lutou no Leve (76kg) e no Médio (82kg)

Academia: Gracie Jiu Jitsu

Marcelo Behring Biography

Marcelo Behring nasceu em 1965 no Rio de Janeiro, Brasil. Filho de Flávio Behring (faixa Vermelha de Jiu-Jitsu), e irmão do professor de Jiu-Jitsu Sylvio Behring. Sendo de uma família com uma ligações fortes as artes marciais, lógicamente Marcelo começou praticando Jiu-Jitsu desde criança, treinando BJJ com seu pai e Judô com o Mestre Hélcio Gama (e  mais tarde com George Medhi).

Quando Marcelo atingiu 14 anos de idade, o seu pai lhe deu a escolher, podia treinar onde quisesse. Marcelo escolheu a academia de Rickson Gracie. Apesar de Marcelo treinar maioritariamente na academia de Rickson, ele gostava de variar a sua preparação treinando frequentemente também com Roberto Lage em São Paulo. Com 16 anos ele era já instrutor auxiliar da academia Gracie. A relação próxima da família Behring com a família Gracie abriu caminho a que Marcelo “cortejasse” Kirla Gracie, a filha de Carlos Gracie Senior. Dessa relação, Marcelo e Kirla tiveram dois filhos, Kyron e Kywan Gracie Behring. Outra das grandes paixões de Marcelo era o surfe, e na época ele era um nome bem conhecido no circuito de surfe do Rio de Janeiro e na costa de São Paulo, frequentemente entrevistado por revistas dedicadas ao esporte. O amor de Marcelo pela sua família e pelo surfe andavam de mãos dadas, um sinal evidente de isso mesmo era o que tinha escrito em sua prancha:

Kyron e Kywan God bless and protect my sons and best friends. I love you guys so fu–ing deep. All my energy, my waves, my fights, my best feelings and energy. Jesus Christ, please take care of them.

(Deus abençoe e proteja os meus filhos e melhores amigos. Amo vocês demais. Toda a minha energia, as minhas ondas, as minhas lutas, os meus melhores sentimentos e energia. Jesus Cristo, por favor, olhe por eles.)

Em 1987 depois de uma das viagens de Marcelo à Austrália para surfar, ele foi convidado pelo seu pai para se mudar para São Paulo e abrir uma academia. Flávio (pai) trabalhava na banca e foi convidado para ir trabalhar lá. São Paulo já tinha alguns professores de Jiu-Jitsu como Gastão Gracie, Pedro Hemetério, Otávio Almeida (pai) e alguns alunos de George Gracie tinham deixado academias por lá, mas havia poucos campeonatos e havia pouco que incentivasse os alunos. Flávio e Marcelo tinham uma abordagem diferente, Marcelo já era campeão e um nome conhecido no meio do JiuJitsu e dava seminários por onde fosse convidado, independentemente da academia que fosse. Dava até seminários em academias de Judô como a de Shigueto Yamasaki. Outra coisa que impulsionava o Jiu-Jitsu era a popularidade de Marcelo junto dos surfistas, que viriam para o Jiu-Jitsu em resultado de entrevistas dadas por Marcelo a revistas como a “Fluir” e “Trip”. Paulo Lima o editor da “Revista Trip” tinha também um programa de rádio onde Marcelo falava sobre os benefícios do Jiu-Jitsu.

Em 1988 Marcelo teve um dos mais difíceis desafios da sua carreira no Jiu-Jitsu, a épica luta contra Cássio Cardoso do time Carlson Gracie. Marcelo e Cássio estavam empatados em competições, 1 a 1. Cássio era campeão Estadual do Rio de Janeiro e tinha vencido o Campeonato Brasileiro nesse ano. As regras eram um combate de 30 minutos depois dos quais (se houvesse empate) se lutariam mais 30 minutos. A competição teve lugar no “Jardim Babilônia” e depois de 30 minutos sem pontuação, os lutadores regressaram ao tatame para mais 30. Cássio Cardoso venceu a luta por 6 a 2 (3 passagens de guarda contra 1) – o sistema de pontuação era diferente do de hoje.

Marcelo continuou competindo no Jiu-Jitsu e no Vale Tudo enquanto dava aulas e ajudava a promover os campeonatos em São Paulo. Por volta de 1992 ou 1993 Marcelo Behring viajou até á Austrália, onde se conta que experimentou drogas  pesadas pela primeira vez (cocaína). Quando regressou ao Brasil, mostrava os primeiros sinais de vício. A sua família tentou coloca-lo numa clinica em 1994 mas ele não completou o tratamento, voltando a dar aulas de Jiu-Jitsu para se manter afastado das drogas, isso acabou não resultando tendo tido uma recaída pouco tempo depois. A sua família perdeu o seu rasto durante meses em 1995 e contratou um detetive para descobrir onde ele estava. O investigador descobriu depois de 4 meses que Marcelo Behring tinha sido assassinado (tiro na cabeça) e tinha sido enterrado como indigente. Foi visto pela última vez na companhia de uma menina subindo a “Ladeira dos Tabajaras” em Copacabana, possivelmente procurando um traficante (era uma área povoada por traficantes).

A morte de Marcelo Behring foi um choque para a comunidade do Jiu-Jitsu, que perdeu um dos seus mais prestigiados representantes. Marcelo era um embaixador carismático do esporte durante um período importante, e a sua falta será para sempre sentida pelos seus familiares e pelo mundo do Jiu-Jitsu.

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