A Historia do Jiu Jitsu, Academias, Mestres, Competidores, Resultados das Maiores Competições e as Últimas Novidades

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Considerado por muitas figuras do Jiu-Jitsu, como Ricardo Arona, Demian Maia, Paulo Filho e muitos outros como o Melhor Lutador de Jiu-Jitsu da História, Rickson Gracie é também filho do Mestre Helio Gracie. Através de diversas lutas de Vale Tudo no Brasil e no Japão nas décadas de 1980 e 1990, Rickson colocou mundialmente o “negócio” da sua família no mapa das artes marciais como uma forma de luta legítima e reconhecida. Rickson também se tornou uma estrela na comunidade de o MMA depois do lançamento do fantástico documentário: Choke.

Rickson Gracie Jiu Jitsu

Nome Completo: Rickson Gracie

Apelido: “Urso”, apesar de não ser utilizado regularmente, Pedro Sauer (faixa preta graduado por Rickson) afirmou que em mais que uma ocasião, o pai de Rickson, Hélio Gracie, costumava chamar ele de urso durante os treinos devido à sua força e à pressão que conseguia dar na sua pegada.

Linhagem: Mitsuyo Maeda > Carlos Gracie > Helio Gracie > Rickson Gracie

Principais Conquistas:

  • Invicto em competições de Jiu-Jitsu
  • Invicto no MMA 11-0-0

O mito que corre é de que o registro de Rickson é de 400-0. Isso inclui todas as competições: Jiu-Jitsu, Sambo, MMA e lutas de Vale Tudo à porta fechada (eventos comuns no meio do Jiu-Jitsu da década de 1980 no Brasil) de que participou. Esse registro porém pode ser disputado uma vez que existe pelo menos uma derrota de Rickson registrada no Sambo (por pontos – queda) contra Ron Tripp.

Posição/Técnica Favorita: Lutador completo, bom em todos os aspetos da luta

Categoria de Peso: Peso Medio (82kg)

Academia: Academia Gracie

Biografia de Rickson Gracie

Rickson Gracie nasceu no dia 20 de Novembro de 1958 no Rio de Janeiro, Brasil. Rickson é um dos 9 filhos do Grande Mestre Hélio Gracie (por ordem: Rorion, Relson, Rickson, Rolker, Royler, Royce, Rerika, Robin, Ricci), passando a maior parte da sua juventude nos tatames. Vendo o potencial de Rickson desde tenra idade, Hélio reparou o seu filho para ser o próximo representante da família no mundo da luta, seguindo o caminho dos seus antepassados, pessoas como o seu pai, seu primo Carlson (o representante da família nas décadas de 1950 e 1960), seu outro primo Rolls (década de 1970). Sempre se considerando como um praticante de Jiu-Jitsu e não um lutador de Vale Tudo, Rickson se orgulhava de não treinar outras artes marciais para poder competir contra os melhores, embora tenha passado muito tempo na sua adolescência treinando com Rolls Gracie, um grande admirador do “cross training” (juntar conhecimento de outras artes marciais ao Gracie Jiu Jitsu).

Em 1980 Waldemar Santana, o homem que tinha derrotado o pai de Rickson numa luta de Vale Tudo histórica muitos anos atraz, e com quem os Gracie tinham recuperado contato, perguntou se a academia Gracie tinha alguém nas suas aulas que pudesse enfrentar Rei Zulu (aluno de Santana). Zulu era um lutador enorme, com uma incrível capacidade atlética e estava invicto no Vale Tudo. Ninguém queria lutar contra ele no Brasil e Waldemar, que era o promotor e professor de Zulu estava tendo dificuldades para encontrar oponentes para o seu lutador. Rolls Gracie, a estrela da família ficou bastante interessado na oportunidade de lutar contra Zulu, mas Hélio tinha outra pessoa nos seus planos, o seu próprio filho. Rickson tinha 18 anos na época e pesava menos 20 kilos que Zulu mas aceitou a decisão de seu pai e lutou. A luta teve lugar em Brasília, diante da torcida de Zulu e Rickson não estava se sentido a 100%. Carlos Gracie que acreditava no espiritualismo e na aura, pediu a Rickson para não lutar, porque sentia que ele não ia vencer essa luta. Se mantendo fiel a seu pai, ele não desistiu e foi em frente. A luta foi longa e dura, mas Rickson finalizou com um Mata-Leão. Rickson afirmou mais tarde que sentiu tonturas durante toda a luta, que foram atribuídas à mudança de ar em Brasília (muito mais seco que o ar do Rio de Janeiro a que ele estava acostumado).

A segunda luta de Rickson teve lugar quatro anos mais tarde e de novo contra o Rei Zulu. Rickson não tinha problemas com “Zulu” mas depois de algumas palavras menos simpáticas vindas do lutador de Brasília, a luta foi marcada, dessa vez no Maracanãzinho, um local onde cabiam até 40000 pessoas (e que estava lotado para o evento). A batalha foi uma verdadeira guerra de novo, Rickson (de novo) venceu por estrangulamento.

Em 1994, Rickson foi convidado para competir no Japão, e vendo uma excelente oportunidade para promover o legado da sua família fora do Brasil, ele aceitou. O campeonato, com 8 lutadores, se chamava “Vale Tudo Japão 1994” e Rickson fez sucesso, finalizando todos os seus oponentes em uma noite. Continuou a sua carreira lutando no Japão, vencendo várias outras lutas (todas por finalização) e mantendo o seu registro imaculado. A última luta de Rickson era para ser contra o homem que tinha derrotado todos os membros da família Gracie que tinha enfrentado, Kasushi Sakuraba, também conhecido pelo apelido “O Caçador de Gracies”. Rickson aceitou lutar contra Sakuraba mas uma tragédia se abateu sobre a família Gracie, quando o filho de Rickson, Rockson Gracie, faleceu.

Rickson ficou devastado por essa perda de parou de treinar por completo durante um largo período de tempo. Nunca voltou a competir mas regressou aos treinos e voltou a dar aulas, especialmente para continuar a tradição de família e para tornar o seu outro filho, Kron, uma estrela do mundo das lutas (missão cumprida).

Depois de muitos anos vivendo nos Estados Unidos, Rickson Gracie voltou para o Brasil (2012), onde se estabeleceu, tal como Relson Gracie (seu irmão) que viveu vários anos no Hawaii e que se mudou também para o Rio de Janeiro, mais ou menos na mesma época do ano.

Rickson Gracie vs Otavio Peixotinho

Rickson Gracie vs Rigan Machado

Rickson v Zulu (segunda luta)

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